Apresentação

Os maracatus de Pernambuco são manifestações culturais de grande riqueza e complexidade, patrimônios do país que, por sua potência artística, conquistaram a admiração de inúmeras pessoas por todo o mundo. O Maracatu Almirante do Forte é um desses exemplos. Fundado em 1931, possui valor inestimável para nossa cultura popular. São 89 anos de muitas histórias, lutas e transformações.
No bairro do Bongi, onde atua há mais de 80 anos, sua presença é de extrema relevância para a democratização da arte, a promoção da criatividade e a inclusão social. Foi pensando na importância dessa trajetória que o projeto “Patrimônio do Bongi: criação, organização e difusão do acervo documental e etnográfico do Almirante do Forte” foi idealizado.

Com recursos obtidos por meio do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura, FUNCULTURA, o objetivo principal dessas ações foi assegurar que a história do maracatu também fosse contada por meio de seu acervo e que seja resguardada para as próximas gerações. As ações foram constituídas em três etapas.

A primeira, de higienização, organização, classificação e registro de seus bens materiais como: indumentárias, coroas, estandartes, troféus e instrumentos. A segunda buscou desenvolver uma pesquisa sobre documentos, registros em jornais, revistas e livros que se relacionam com o Almirante do Forte e podem nos ajudar a compreender melhor sua história e suas transformações ao longo do tempo. A terceira ação foi tornar todo esse acervo (material e documental) acessível a todas as pessoas interessadas em saber mais sobre os caminhos desse maracatu.

A equipe do projeto foi formada por Mestre Teté, Aparecida Oliveira, Marisa Rodrigues, Bruno Kássio e Gilvanildo Ferreira, que prestou assessoria museológica. O projeto também contou com a valiosa ajuda do Contramestre Toinho. Ainda, ao longo do desenvolvimento dessas etapas, também foram oferecidas oficinas de capacitação. Essas atividades visaram instrumentalizar os participantes sobre práticas e metodologias voltadas para criação, organização e manutenção de acervos e garantir que, após a finalização do projeto, esses cuidados com os bens do maracatu sejam levados adiante pela própria comunidade.

A pesquisa documental pode ser acessada aqui mesmo, no site, na aba de arquivos do projeto. São recortes do jornal Diário de Pernambuco, desde a década de 1930, que relatam as inúmeras andanças desse Maracatu, além de documentos, cartas e até rascunhos feitos a mão por Mestre Teté, que foram organizados, catalogados e escaneados. Já na sede do Almirante do Forte, as ações do projeto podem ser acessadas por meio do acervo de objetos que foi reunido em um expositor e de três antigos estandartes, que foram acondicionados em molduras para ajudar na sua conservação.

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